15 de set de 2015

Sobre o desafio de ficar um mês sem refrigerante

Eu sou do tipo que acorda e já pega o celular, mesmo antes de sair da cama, especialmente para checar a previsão do tempo. Odeio passar por aquelas situações em que fica calor e você não pode tirar o moletom porque está com camiseta velha por baixo, sabe? Ou mesmo sem camiseta nenhuma - acontece. Mas enfim, esse não é o assunto de hoje.

Um dia desses eu acordei e peguei o celular. Poderia ser mais uma manhã qualquer, mas era o dia 1 de setembro. Antes de sequer pensar naquela piadinha infame do wake me up when september ends (que todo mundo segue fazendo ano após ano), fiquei feliz por ser o começo de um mês novo. Na sequência fiquei naquela paranoia de “já é setembro o que eu fiz da minha vida até agora??” e, depois disso, tive a ideia de fazer uma coisa diferente, alguma nova meta surgida no começo do segundo tempo de 2015. E foi assim, de pijama, que resolvi que ficaria um mês inteiro sem tomar refrigerante. Afinal, se eu não posso deixar minha vida instantaneamente do jeito que eu quero, que seja com um passinho de cada vez.

Ficar um mês sem tomar refrigerante talvez não seja uma grande coisa pra você, mas pra mim é.

Bom, não é que eu seja uma apaixonada por refrigerantes, porque eu não sou. Ok, eu amo Coca-Cola e algumas marcas de guaraná (com menção honrosa para a guaraná Polar frisante que vinha em garrafa de vidro – quem lembra?), mas não sou grande fã de gasosas de limão, por exemplo. Fanta Laranja só tomo com vodca, enquanto deixo a Fanta Uva pros meus amigos estranhos que idolatram a bebida.

Mas a minha paixão por Coca-Cola estava saindo um pouco do controle, tenho que confessar. Cheguei ao ponto em que tomava o líquido sagrado no café da manhã, depois de correr meus quilômetros diários ou mesmo quando estava entediada. E sim, cheguei ao ponto de chamar Coca-Cola de líquido sagrado, pra você ter uma ideia.



Já no dia 1 do desafio rolou uma festinha de aniversário lá na firma. Foi o primeiro confronto direto – e a primeira vitória também. Comi salgadinhos e não tomei aquele refrizinho delícia para acompanhar. Ok, chorei em posição fetal no banheiro na sequencia, mas isso não vem ao caso. Brincadeira, nem deitei em posição fetal. Tá, nem chorei também huahua. Essa recusa me deixou satisfeita comigo mesma e motivada a continuar. E assim foi.

Hoje posso dizer pra vocês que estou sem tomar refrigerante a 15 dias. Tenho tomado muito suco de laranja (natural) e ainda mais água do que de costume. Tudo bem que ainda não senti nenhuma mudança na minha vida, de forma prática, mas pelo menos agora não fico mais com  medo/babando quando vejo uma garrafa de Coca-Cola 3 litros parada na geladeira, tentando me seduzir. Sei que consigo viver sem.

E quando completar um mês? Não sei ainda. Talvez eu continue sem pra ver até onde vai dar. Ou volte ao que era antes. Vou deixar rolar. No entanto, já estou pensando em desafios diferentes para os próximos meses. Adoro essa coisa de “gamfication da vida” haha. Se alguém quiser sugerir algo, coloca aqui nos comentários ou lá no Facebook.

Quem pensar em sugerir que eu fique um mês sem tomar cerveja pode fazer o favor de permanecer calado. 

Um comentário:

  1. Guria, eu queria muito tentar esse desafio. Eu não sou viciada em refrigerante nem nada, eu só bebo no final de semana e durante a semana é algo raro, mas eu amo uma Coca-Cola geladinha num copinho de vidro. Teve umas semanas em que pegaram o vício de trazer Coca-Cola pro escritório e eu estava viciando de um jeito meio complicado, aí dei uma segurada. Eu queria largar mão de tomar porque eu sei que faz mal e coisa e tal, mas né. Baby steps.

    Uma coisa que larguei faz anos é tomar suco de pózinho. Troquei por água e só água. A gente tomava muito desses sucos lá em casa.

    Beijos!

    Obs.: cerveja é sagrada. Esse desafio eu jamais aceitaria.

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