30 de set. de 2013

o drama do doce de leite perdido

Eu já queria ter falado sobre isso aqui no blog há bastante tempo. Mas com as frustrações da vida, a correria da rotina e todas essas coisas, acabei me esquecendo. Então, numa conversa com um casal de amigos nesse final de semana, tudo voltou à tona. Hoje, caros leitores, eu vou contar para vocês sobre o drama do doce de leite perdido.



Como vocês já sabem, passei férias na Argentina em julho desse ano. Já contei algumas coisas aqui no blog – e confesso que também já deveria ter postado mais sobre isso. Enfim. Passeei em Buenos Aires, comemorei meu aniversário lá, passei dias lindos e maravilhosos. Fiz umas comprinhas e outras, já que ninguém é de ferro, e passei pela maratona que é voltar pra casa. Tentar enfiar tudo na mala, com medinho de ultrapassar o peso permitido. Ficar sentada sem glamour no chão do aeroporto, esperando o embarque. Passar pelo free shop e torrar as últimas moedas internacionais – mulher consumista é fogo. Esperar pelo voo, que se atrasou mais de uma hora. E, enfim, voar de volta pra casa. Ao desembarcar em Porto Alegre e resgatar sem problemas a minha mala na esteira (confesso que sempre fico tensa nessas horas, e olha pra todos meus “amigos de voo” como potenciais inimigos, ávidos para dar novos destinos à minha bagagem – por mais desinteressante que ela seja), já me considerava uma grande vitoriosa. Viajando com amigas, sem guia nem nada, com pouca grana e muita disposição. Mas é aí que vem a vida e chuta meu joelho.

- Vocês três, por aqui.

- Mas.. Mas... Não tenho nada a declarar!

- Por aqui.

Justamente na hora que estávamos praticamente com o pé pra fora da área de embarque, fomos encaminhadas para uma salinha lateral, onde fomos orientadas a colocar as malas naquelas esteiras rolantes.

- Meninas, vocês estão voltando da Argentina, não é? – disse o tio da salinha estranha.

- Simmm – respondemos nós três, felizes. Até então, não sabíamos o que nos esperava.

- E vocês compraram e trouxeram doce de leite?

- Simmm – respondemos, ainda felizes.

- Então podem abrir a mala e colocar tudo pra fora.

- QUE? Eu vou ter que jogar fora? – disse eu, compreendendo a situação.

- Tu não. Nós vamos jogar fora pra vocês.

E foi aí, meus leitores, foi que eu descobri que não é permitido trazer produtos de origem animal para o Brasil. E que eu sou uma pessoa muito azarada. Afinal de contas, muita gente traz essas coisas. São ótimos regalos para parentes e amigos – quem não quer comer um pouquinho de doce de leite portenho?  

Foi um enorme de um constrangimento ter que abrir as malas e narrar o que tínhamos dentro delas. Sem falar no transtorno, já que fechar elas havia sido complicado.

Tiramos “as drogas” das malas. Com um prazer enorme, o tio malvado abriu os potes de doce de leite e enfiou uma faca em seus rótulos, violando sua doce pureza. Tenho quase certeza que eles devem recolher tudo e levar pra casa depois.

Fiquei chocada, chateada, com raiva, um mix de sentimentos rodopiando pela cabeça. Estava à beira das lágrimas. Talvez tenha até deixado uma escapar pelo cantinho do olho. Não pela perda do doce de leite em si, mas pela situação toda. Vendo a comoção, o tio malvado disse que não era para ficarmos chateadas, já que estava fazendo aquilo pelo nosso bem. Afinal de contas, poderíamos estar trazendo a doença da vaca louca para o solo brasileiro. SÉRIO, esse foi o motivo que ele deu. E ele ainda disse que tínhamos que ficar felizes – se estivéssemos em um país como os Estados Unidos, ainda teríamos que desembolsar 100 dólares de multa. Eu, hein?

- Tô muito triste. Era um presente para o meu pai – disse, numa cena de dar pena.

- Não se preocupa. O melhor presente para o teu pai é te ter de volta em casa.

Não tinha mais o que dizer depois dessa, né? Voltei pra casa um tanto quanto incomodada com essa história toda. Até que lembrei das duas garrafas de licor de doce de leite que estavam na mala e o tio malvado nem viu.


NICOLE WINS. 

25 de set. de 2013

semana 6: os superpoderes que eu gostaria de ter se fosse um super-herói seriam



Vocês têm noção que já passou mais de um mês desde que comecei o desafio das 52 semanas? É impressionante quando a gente se dá conta da velocidade com que o tempo passa – e como as coisas que a gente quer fazer vão ficando em segundo plano, empurradas pela dureza da rotina e das coisas que fazem o relógio girar enquanto a gente não faz nada. Trânsito, filas, esperas, etc etc. Mas não é disso que vamos falar hoje, já que o desafio é daquele tipo que eu gosto: bem divertido. Os superpoderes que eu gostaria de ter se fosse um super-herói seriam... 

1 – invisibilidade. Sei que isso é uma coisa meio Harry Potter, mas acho incrível esse lance de invisibilidade. Principalmente quando eu saio de casa para levar o lixo pra fora – e estou de pijama. Ou quando preciso sair para pagar uma conta e estou sem um pingo de maquiagem na cara – invariavelmente é quando encontro mais conhecidos pelas ruas. Ser invisível nessas horas seria maravilhoso. 

 2 – capacidade de gelar cerveja com um toque. Ok, é uma coisa que eu vi em um filme do X Man, mas foi a primeira coisa que me veio na cabeça quando pensei em superpoderes. Vocês até devem lembrar da cena, quando o Wolverine está meio indignado pela cozinha, pega um refrigerante e vem o mutante do gelo, encosta na garrafa e ela fica bem gelada e gostosa. Já pensou em fazer isso com a cerveja? Eu seria a sensação dos churrascos entre amigos. Hahaha! 

 3 – tele transporte. Se tem uma coisa que eu não gosto muito é andar de carro. Por mais que adore ir para lugares, conhecer paisagens, comer em lugares diferentes, acho um saco ter que ir até o lugar. Sei lá. Tele transporte já!

4 – velocidade. Porque eu sou uma pessoa que não costuma ser muito pontual... Vamos dizer que eu me distraio. E quando vejo, tenho 15 minutos para me arrumar e sair. E nem sempre dá... Então, sendo rápida, THE FLASH, faria tudo que fosse necessário em questão de instantes. 

 5 – força. Porque às vezes eu tenho que pedir ajuda para abrir uma mostarda, um pepino, uma Coca-cola... Fique forte, Nicole. E aí, qual seriam os 5 poderes de vocês? Até mais!

23 de set. de 2013

invocação do mal: o meu primeiro filme de terror


Se tem uma coisa que me deixa empolgada é ir ao cinema. Adoro todo o processo do comprar ingressos e pipoca, a expectativa de que comece logo, as luzes apagando e o barulho de refrigerantes abrindo por toda a sala... Ok, talvez sem a parte do barulho dos refrigerantes. Se eu começar a falar de coisas que me deixam irritada no cinema, esse post perderia totalmente o foco inicial dele - e ficaria enorme, já que eu sou a pessoa mais chata do universo. Vamos focar na parte de “eu amo ir ao cinema”, ok? 

Fazia tempo que eu não ia, porque a programação das cidades mais próximas estava cheia de filmes adolescentes, dublados ou nacionais – e eu prefiro ficar em casa jogando The Sims do que ter que optar por qualquer um desses. E então lançaram, em uma sexta-feira 13, um filme chamado Invocação do Mal. 

O boy Um amigo meu logo mostrou interesse em ver e eu, que nunca tinha assistido um filme de terror no cinema, decidi encarar a missão. 


 - Dois ingressos para Invocação do Mal, por favor. 

Peguei com as mãos tremendo. Comprei pipocas enormes e um copo de Coca-cola maior ainda - em caso de terror supremo eu me distrairia com a comida, oras! Nos sentamos em um lugar bem central, já que o amigo não queria perder uma parte sequer. Ele, na verdade, parecia estar com uma estranha satisfação em me ver apavorada – visto que ele é fã de filmes do gênero e já tinha assistido muitas produções aterrorizantes na telona. 

As luzes apagaram, os trailers começaram e eu já tirei um casaco de dentro da bolsa – trazido com a clássica desculpa “é muito frio dentro do cinema”, sendo que obviamente o meu objetivo era me esconder atrás dele. 

Enquanto isso, o amigo me explicava táticas para não levar sustos. Prestar atenção na música, tentar ignorar ela, entoar mantras mentais dizendo “eu sei que vai dar merda, não vou me assustar”. Só digo que ao longo do filme essas coisas não deram muito certo – nem pra mim e nem pra ele. 

Não vou falar muito sobre o filme, até porque 1) eu recomendo que vocês olhem 2) esse não é um blog com resenhas ou sinopses de cinema. Enfim, trata-se de uma história baseada em fatos reais, de um casal que nos anos 70 exorcizava, espantava bruxas, falava com espíritos, investigada casas mal assombradas e etc etc.

Me deixei envolver pela história, mas quando eu via que ia ficar com medo ou que algo meio sinistro ia acontecer, eu escondia minha cara atrás do casaco. O amigo tentava fazer com que eu olhasse, mas eu evitava. Olhava para ele, para a pipoca, para os sinais luminosos da saída de emergência.

Eu outros momentos acontecia o contrário. Eu sabia que ia acontecer alguma coisa, mas estava preparada e continuava assistindo. Nisso, o amigo tentava tapar meus olhos com as mãos, sussurrando um “não olha, vai ser feio”. Mas eu queria ver, então rolava uma mini-luta entre a gente nessas horas.  

Confesso que em algumas horas eu até esquecia que o filme era de terror, e me pegava com pensamentos de como as casas dos anos 70 eram diferentes, como as pessoas ficavam desesperadas em situações de emergência – sem celular nem nada -, e, claro, como a Vera Farmiga é elegante. Usaria cada um daqueles penteados elaborados. É, misturo pavor com ideias de  beleza. Sou dessas. 


Gosto de olhar as outras pessoas pelo cinema, e nos filmes de terror isso é bem bacana. A sala estava repleta de casais e em praticamente todos eles as mulheres estavam encolhidas e agarradas nos braços de seus boys. Cadê a nossa força e independência, mulherada? Haha. 

Então o filme acabou, as luzes acenderam. As pessoas começaram a sair do transe apavorante em que estavam, praticamente coladas nas poltronas. E eu percebi que adorei cada minuto da experiência. O medo e o suspense são coisas que fizeram eu me sentir viva! Mãos suadas, frio na espinha, reviravoltas, adrenalina, tranquilidade e tensão. Um mix de sensações em pouco menos de duas horas! 

Sou a mais nova apaixonada por terror que existe – e quando outros entrarem em cartaz, podem me avisar. Ou me pagar ingressos, já que o preço do cinema é outra daquelas coisas que me deixam irritada.

19 de set. de 2013

conheci uma leitora

Embora eu não tenha ficado rica, meu blog já me proporcionou um bocado de coisas legais. Participei de um projeto bacana da revista Capricho, conheci meninas de todos os lugares do Brasil – com quem tenho contato até hoje –, ganhei alguns brindes, fiz amigos secretos mil e criei laços de carinho com as pessoas que gostam de me ler.

Essa semana, marquei um almocinho com uma leitora mega especial, que já me acompanha desde meados de 2009. Pode uma coisa dessas?

Eu nunca tinha passado por algo assim: encontrar pessoalmente alguém com quem só me comunicava pela internet. Achei que talvez pudesse ser estranho, mas foi tão tão legal que já estou louca para repetir momentos assim.

Eu falei que achava que o cabelo dela era mais loiro, ela disse que adorava as coisas que eu escrevia, fiquei sabendo sobre a vida dela – uma história bacana e inspiradora, por sinal -, falamos de trabalho, de amores, de feriado, de pessoas, enfim, não faltou papo. E tudo ainda terminou com fatias gordas de torta de limão. Como ficar melhor?

No fim rolou uma fotinho, para registrar o momento. E fica aqui o meu recado: Taís querida, foi um prazer te conhecer! :)




Louca louca para novos encontrinhos. Até mais! 

18 de set. de 2013

semana 5: fazem parte da minha wishlist



Dei um pequeno gritinho de felicidade quando vi qual era o tema do desafio dessa semana. Confesso que fiquei bem feliz, pois trata-se de “fazem parte da minha wishlist”. Não sei se vocês sabem, mas eu sou uma pessoa que gosta de mundos e fundos – comidas, roupas, makes, coisas pra casa, panelas, etc etc. Nem sempre tenho a possibilidade de comprar elas, mas faço pastas e listas de coisas que eu gostaria de ter/comprar/ganhar nessa minha vida.

Fiz uma seleção bem selecionada para chegar nesses 5 itens que vou mostrar. Mas saibam que existe muito mais. Quando eu ganhar na raspadinha, serei uma pessoa parcialmente mais feliz – afinal de contas, sabemos que dinheiro não traz felicidade. Mas eu poderia ser infeliz na Tailândia, né? Ou na Itália, comendo.
Coisas que estão na minha wishlist.

BB Cream da L’oreal. Vi hoje mesmo uma blogueira falando que o BB Cream da L’oreal é melhor que o da Maybelline, que é o que eu uso. Imediatamente resolvi que preciso ter ele e testar se é melhor mesmo. Levei praticamente como uma ofensa pessoal isso que ela disse, já que eu gosto muuuuuuito do BB que uso. Se o outro for realmente melhor eu conto aqui. Aliás, se eu conseguir encontrar ele, pois hoje procurei em dois lugares do shopping e estava em falta. :/

Blazer rosa. Ando bem viciada em sites de moda como o Lookbook e o Pinterest. Cada vez salvo mais referências e procuro montar novas combinações com as peças que eu tenho. Porém, notei que falta uma peça-chave – e que vai ser bem essencial para os meus looks mais coloridos de verão: um blazer rosa. Pesquisei e achei uns bem lindos e baratinhos nos sites xingling. Mas como esse mês eu já gastei dinheiro demais, vou ter que esperar um pouquinho.

Livro do Game of Thrones. Hoje fui com meu irmão em uma livraria, já que ele estava me devendo um presente de aniversário. Escolhi o livro, ele pagou. Quando estávamos indo embora, vi um enorme livre do Game of Thrones – mas não o que conta a história, e sim um que fala da série da televisão, cheio de fotos do atores, informações sobre sets, falas, personagens, roupas, tudo! Um milhão de fotos, todo cheio de ilustrações bonitas e cores e zaz. Quase morri. Mas o bichinho custa nada menos que 99 dilmas. Espero encontrar ele na internet por um preço mais camarada. E nem preciso dizer que espero com ainda mais fervor ter a sorte grande na raspadinha.

Óculos de grau. A última vez que eu fui ao oftalmologista faz muito, muito tempo. Em 2007. Na época, comprei o óculos e tal. Foi uma realização de um sonho, já que eu sempre quis ser uma quatro-olhos – sim, verdade!!! – e só me dei conta que precisava usar quando fui pra faculdade e percebi que não conseguia enxergar nada que os professores projetavam na parede da sala de aula. Enfim, de lá pra cá eu nunca mais fui ao oftalmo de novo. Tipo, com certeza o grau já mudou e eu sei eu sei eu sei que estou sendo muito relapsa com relação a isso, pois é a minha saúde e tal e coisa. Então um óculos novo está na minha wishlist, com o combo de consulta oftalmológica, que certamente renderá um belo post, já que essas consultas tendem a ser divertidas. Ou pelo menos com fatos interessantes pra contar.

Lençol de 400 fios. Não sei onde li, mas alguém disse que dormir em um lençol de 400 fios é tipo dormir nas nuvens. Obviamente que eu nunca dormi nas nuvens, e a pessoa que escreveu provavelmente também não o fez, mas é possível entender que é tipo a coisa mais gostosa e suave da face da Terra. Se dormir já é bom demais, imagina dormir em uma coisa  assim macia e tudo de bom? Necessito. 


Uau, eu sempre me empolgo quando o assunto envolve compras ou coisas que quero ter. Tenho mais uns posts para preparar, então pode ser que eu volte bem em breve. Senão, até semana que vem, folks! 

11 de set. de 2013

semana 4: minhas citações preferidas são





Desafio da semana 4. Em um dia bem marcante – e de muitas reflexões: 11 de setembro. Quem não lembra o que fazia 12 anos atrás? Eu lembro bem. E um ano atrás também. Enfim. Hoje meu tempo tá bem curto, então, vamos direto ao ponto. Minhas citações preferidas são...

Sobre as coisas
"As coisas tem vida própria", apregoava o cigano, "tudo é questão de despertar a sua alma". 
(Cem anos de Solidão. Meu livro preferido, que eu levaria para uma ilha deserta e tal).

Sobre medo
"- Pode um homem continuar a ser valente se tiver medo?

E a voz de seu pai lhe respondeu.

- Essa é a única maneira de um homem ser valente.” 
(Trecho de Game of Thrones – livro que estou devorando e amando nesse momento).

Sobre o que é real
“Naturalmente está acontecendo dentro da sua cabeça, mas porque é que isto deveria significar que não é verdadeiro?" 
(Alvo Dumbledore. Eu poderia colocar várias frases dele aqui, mas optei por essa aí. Pra mim, a melhor de todas).

Sobre o futuro
“Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!” 
(Quintana. Essa frase me acompanha a muito tempo).

Sobre felicidade
“É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração” 
(Vinícius de Moraes)

Até semana que vem!

4 de set. de 2013

semana 3: coisas para se fazer no calor




Na passarela, o terceiro post do Desafio das 53 semanas! Vou ter que confessar para vocês que ando me desdobrando em
duas trêsdoze para poder manter esse blog atualizado, cumprir as postagens do desafio, trabalhar, estudar, responder e-mails, fazer meus freelas, ter uma boa vida social, dormir e assistir Game Of Thrones nas horas vagas. E tomar banho, mesmo que nesse inverno isso seja uma tarefa bem infadonha. Isso quando não falta água, que é o que tem acontecido na região em função das enchentes... É, vocês viram por aí que Novo Hamburgo está em Estado de Emergência? Situação bem complicada. Fiz uma limpa no armário e doei pra ajudar o povo a se aquecer. Essas coisas aquecem, também, meu coração. ^^  

É justamente sobre questões climáticas que gira o desafio de hoje. A pauta é “coisas para se fazer no calor”. Confesso que fiquei meio “mé” com esse desafio, já que na minha opinião a melhor coisa para se fazer no calor é se enfiar em lugares com ar condicionado ligado. Mas vamos lá, dei uma contextualizada nas minhas respostas e tentei pensar em coisas diferentes. É, eu não gosto muito de calor. Bora?

5 coisas para se fazer no calor:
- dormir de edredom com o ar condicionado bombando no frio polar. Eu sei que ar condicionado faz mal pro planeta e faz a conta de luz subir às alturas, mas de vez em quando eu me permito. Tomo um banho delícia, visto um pijaminha e me jogo no ninho de rato que é minha cama. Me cubro com meu edredom como se estivesse um dia geladérrimo, quando na verdade o sol derrete o asfalto lá fora. Nossa, isso é uma das 7 maravilhas do mundo. 

- vestir saias e blusinhas. Por mais que os looks de inverno sejam maravilhosos – sou particularmente apaixonada por botas e meias-calças – a praticidade do verão é absurda. Vista uma saia e uma blusinha qualquer, uma sapatilha no pé e está pronto. É claro que você invariavelmente passará calor, mas sair pelado não é aprovado socialmente. 

- tomar um banho beeeem fresco depois de um dia de trabalho ou de umas horas pesadas na academia.  Não sei se numa dessas eu não vou morrer de choque térmico, mas é uma delícia! O verão deixa a pessoa naturalmente cheia de nhaca – suor que seca no corpo, essas coisas. Então a água do chuveiro leva tudo embora. Tudo bem que 10 minutos depois você já está todo suado de novo, mas a sensação do banho já vale. 

- entrar em lugares onde o ar condicionado está ligado. De novo o ar condicionado e de novo a possibilidade de morrer de choque térmico – e se não morrer, ficar com a cara torta – sei lá. Mas é bem gostoso quando você está em uma correria pela rua, pagando contas e resolvendo tretas, e entra em algum lugar bem refrigerado. É que nem aquele primeiro gole de Coca-Cola... Você faz um AAAAHHHH! Ô coisa boa. 

- combo: cerveja + piscina + amigos. Acho bem bom e dispensa comentários. 

É isso. E vocês, o que curtem fazer nos dias quentes?

2 de set. de 2013

torta de limão. amor verdadeiro, amor eterno



As pessoas que convivem comigo já ouviram muita propaganda acerca da minha torta de limão. De acordo com minha mãe, “a torta de limão que a Nicole faz é melhor do que essas que a gente compra na padaria”. Tudo bem que é opinião de mãe, mas a minha é bem especialista quando o assunto é torta de padaria (ela adora). 

O mais interessante nisso é que faz pouquíssimo tempo que passei a apreciar essa iguaria. Eu sempre fui totalmente adepta da ideia de que “sobremesa tem que ter chocolate, senão não é sobremesa que se preze”. E foi graças a esse verdadeiro preconceito que eu passei mais de duas décadas da minha vida sem pôr na boca um pedaço de torta de limão. Sem sentir a crocância da massa de biscoito, da combinação perfeita da acidez do limão com o doce do merengue que fica por cima... Sem sentir a verdadeira dança no prazer que ocorre dentro da boca no momento em que você degusta uma colherada bem servida... .............

Uma pausa no texto, pois tive que secar o teclado que inundei de saliva. Sério, minhas lombrigas reviram só de pensar em um pedaço bem gostoso disso aqui. 



Só fui experimentar da torta no ano passado, quando uma colega de trabalho trouxe em seu aniversário uma receita que a mãe dela faz. Como eu estava com fome e aniversários são uma ótima desculpa para dar uma burlada na dieta, experimentei. E naquela hora eu soube, eu soube, eu soube o que era amor de verdade. 

Rapidamente adicionei a senhora mãe da minha colega no Facebook e implorei por aquela preciosidade. Acho ótima essa coisa das mães no Facebook, preciso confessar. Então, com a receita em mãos, fiz em casa. Família surtou, pirou, amou – tanto quanto eu. Desde então, já dei umas adaptadas na receita – questão de gosto, mesmo. E cada vez ela fica mais maravilhosa. E cada vez o tempo de vida dela é menor na geladeira lá de casa – galera ataca mesmo, sem dó nem piedade.

Então fiz todo esse xalalá apenas para matar vocês de vontade. E ver se consigo me distrair escrevendo e tomando água enquanto penso com saudades nas sobremesas que gostaria de comer mas não posso. Segunda-feira não é fácil. Com tristeza, me despeço. Tchau.